cerejas azuis
"only dead fish swim with the stream" - ficções, realidades e outras meias-verdades
Domingo, Novembro 30, 2008
Sábado, Novembro 29, 2008
Terça-feira, Abril 01, 2008
Sábado, Dezembro 23, 2006
odeio o natal
mas isso já toda a gente sabe. e não é sobre isso que quero escrever.
quero escrever sobre sorrisos e abraços, pele quente que se sobrepõe e se encontra como se nunca se tivesse visto. olhos que se abraçam eles também, em jeito de qualquer coisa indescrítivel e intensa, violenta e tranquila, que mora em nós e nos nossos afectos, nas palavras que trocamos porque queremos e podemos. porque gostamos. e somos assim. construímos e desafiamo-nos sempre, sabendo que é disto que precisamos para Ser, tanto como do ar que respiramos.
eu respiro-te e agarro-te e admiro-te e olho para ti e vejo-me. quente e segura, única, na tua mão e no teu olhar e na lente com que me fotografas sem eu querer.
feliz natal.
quero escrever sobre sorrisos e abraços, pele quente que se sobrepõe e se encontra como se nunca se tivesse visto. olhos que se abraçam eles também, em jeito de qualquer coisa indescrítivel e intensa, violenta e tranquila, que mora em nós e nos nossos afectos, nas palavras que trocamos porque queremos e podemos. porque gostamos. e somos assim. construímos e desafiamo-nos sempre, sabendo que é disto que precisamos para Ser, tanto como do ar que respiramos.
eu respiro-te e agarro-te e admiro-te e olho para ti e vejo-me. quente e segura, única, na tua mão e no teu olhar e na lente com que me fotografas sem eu querer.
feliz natal.
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
trilogia da traição (parte II: consumada)
uma explosão!, eis o que foi
de fagúlhas intermitentes
que inebriam qualquer um
e se tomam por serpentes
[fios condutores que se enrolam
como animais de estranha força
e que transformam a ciência
em mil estrelas decadentes
como a morte prematura
do armísticio já previsto,
que atirou o sarcasmo, gelado,
pelo desfiladeiro abaixo]
ata-me, sou tua e se, por acaso,
me vier a arrepender, que seja tão-só
(e sem comedida hesitação)
pelo atraso da questão.
de fagúlhas intermitentes
que inebriam qualquer um
e se tomam por serpentes
[fios condutores que se enrolam
como animais de estranha força
e que transformam a ciência
em mil estrelas decadentes
como a morte prematura
do armísticio já previsto,
que atirou o sarcasmo, gelado,
pelo desfiladeiro abaixo]
ata-me, sou tua e se, por acaso,
me vier a arrepender, que seja tão-só
(e sem comedida hesitação)
pelo atraso da questão.
Domingo, Julho 09, 2006
para a L.
amo-te
de um amor aberto, incandescente e
alucinado
um amor
que não é claro nem é escuro,
é contrastado
e resplandece nos teus sorrisos-novidade e no doce
eléctrico da tua voz
amo-te
com todos os bocados de um eu
superior,
feito todo ele
deste amor efervescente
que me injecta todos os dias
com uma felicidade trovejante
e amo-te porque
sim
porque és tu e és eu e és
um universo inteiro num par de olhos de pau-brasil.
de um amor aberto, incandescente e
alucinado
um amor
que não é claro nem é escuro,
é contrastado
e resplandece nos teus sorrisos-novidade e no doce
eléctrico da tua voz
amo-te
com todos os bocados de um eu
superior,
feito todo ele
deste amor efervescente
que me injecta todos os dias
com uma felicidade trovejante
e amo-te porque
sim
porque és tu e és eu e és
um universo inteiro num par de olhos de pau-brasil.
Sábado, Julho 08, 2006
embalo...
tenho recordações como mordaças a apertarem-me a barriga. pinceladas de azul-noite e de mãos autocolantes que não se fartam nem se julgam. e faço malabarismo com as lembranças desses devaneios que me preenchiam, como antídotos divinos contra o meu cansaço mental. vejo olhos reflectidos noutros olhos e sinto na curva do meu pescoço sopros que murmuram como outros sopros, baixinho também. e toco com a ponta dos meus dedos outra pele, outra que não é a que toco como se fosse minha, como se o meu toque fosse uma qualquer magia e todas as realidades que não quero ver se desvanecessem num instante de delírio. e faz-me falta outra sombra, como me faz falta uma qualquer lua que me purifique o desejo e me carregue embalada no significado de um só abraço.
Quarta-feira, Julho 05, 2006
quem quer ser milionário?
"quando queremos estar próximos de alguém de quem gostamos, as palavras nunca se gastam. como nunca se gastam os beijos, as mãos que se aconchegam, os corpos que se tocam, as bocas que se comem, alimentando-se uma à outra."
retirado de um livro que eu nunca na vida imaginei ler. dão-se alvíssaras a quem adivinhar.
retirado de um livro que eu nunca na vida imaginei ler. dão-se alvíssaras a quem adivinhar.
Quarta-feira, Junho 28, 2006
pareço uma bolha
de ar ou de água,
indiferente
de um qualquer composto que flutue,
formando uma pequena bola
insignificante
tonta e errante, inchada e
empenhada em reflectir tudo o que se passa
menos o que se passa cá dentro
porque sou uma bol[h]a
vazia.
indiferente
de um qualquer composto que flutue,
formando uma pequena bola
insignificante
tonta e errante, inchada e
empenhada em reflectir tudo o que se passa
menos o que se passa cá dentro
porque sou uma bol[h]a
vazia.
Domingo, Junho 18, 2006
não resisto
sempre que penso em deixar de escrever é quando me apetece escrever mais. ai o meu canário.
"where's the beauty i had inside of me..."
porque pensamos nisso, porque somos pessoas com inseguranças e fraquezas como todas as outras e de vez em quando lá somos atormentadas pelos nossos próprios demoniozinhos rídiculos. e temos medo. de não sermos boas mães, boas namoradas, boas amigas, boas pessoas, boas no geral. e é uma parvoíce porque somos. porque sabemos que somos e não precisamos de quem nos convença disso, porque basta-nos o olhar dos nossos filhos, os sorrisos das pessoas de quem gostamos e muitas outras frases à la laurinda alves mas que sabemos perfeitamente que são verdade. porque somos fortes. e essa é a beleza dentro de nós.
"maybe i'm crazy..."
e és. mas não o suficiente. ainda podes ser um bocadinho mais. e eu digo isto porque sei, porque sinto, porque é mais do que facto que uma boa dose de loucura não faz mal a ninguém e pode servir de desculpa para criar certas circunstâncias que podem melhorar as nossas vidas. e não quero ouvir conversas de destinos e mais não-sei-quê porque já confirmámos hoje que esse gajo não interessa nem ao menino jesus. destino és tu que fazes, que agarras nas tuas mãozinhas e desatas esses nós de marinheiro que tens na cabeça. e tudo o resto é circunstancial. porque as dificuldades contornam-se. porque quando temos alguém que depende de nós é tudo um bocadinho mais díficil, facto. mas também é daí que vem o desafio. e é tão gratificante quando estamos felizes e as coisas resultam. e ainda que não resultem, estamos felizes na mesma porque fomos capazes de dizer "quem manda aqui sou eu e eu quero o melhor para mim".
e isto tudo só para te dizer que estou aqui. estou aqui para mim, para ti e para tantos quantos os que, como nós, precisem daquele bocadinho de força extra para continuar a lutar por tudo aquilo que achamos indispensável, pelas nossas convicções e pelas nossas vontades, porque sim podemos dar-nos ao luxo de ser hedonistas e de não nos contentarmos com uma lâmpadazita de 30W quando podemos perfeitamente ter um Mac 600 a rodopiar, a dar-nos a volta à cabeça e a iluminar-nos o sorriso. e agora vamos lá fazer a tal reuniãozinha para decidir qual a melhor maneira de dominar o mundo!
"where's the beauty i had inside of me..."
porque pensamos nisso, porque somos pessoas com inseguranças e fraquezas como todas as outras e de vez em quando lá somos atormentadas pelos nossos próprios demoniozinhos rídiculos. e temos medo. de não sermos boas mães, boas namoradas, boas amigas, boas pessoas, boas no geral. e é uma parvoíce porque somos. porque sabemos que somos e não precisamos de quem nos convença disso, porque basta-nos o olhar dos nossos filhos, os sorrisos das pessoas de quem gostamos e muitas outras frases à la laurinda alves mas que sabemos perfeitamente que são verdade. porque somos fortes. e essa é a beleza dentro de nós.
"maybe i'm crazy..."
e és. mas não o suficiente. ainda podes ser um bocadinho mais. e eu digo isto porque sei, porque sinto, porque é mais do que facto que uma boa dose de loucura não faz mal a ninguém e pode servir de desculpa para criar certas circunstâncias que podem melhorar as nossas vidas. e não quero ouvir conversas de destinos e mais não-sei-quê porque já confirmámos hoje que esse gajo não interessa nem ao menino jesus. destino és tu que fazes, que agarras nas tuas mãozinhas e desatas esses nós de marinheiro que tens na cabeça. e tudo o resto é circunstancial. porque as dificuldades contornam-se. porque quando temos alguém que depende de nós é tudo um bocadinho mais díficil, facto. mas também é daí que vem o desafio. e é tão gratificante quando estamos felizes e as coisas resultam. e ainda que não resultem, estamos felizes na mesma porque fomos capazes de dizer "quem manda aqui sou eu e eu quero o melhor para mim".
e isto tudo só para te dizer que estou aqui. estou aqui para mim, para ti e para tantos quantos os que, como nós, precisem daquele bocadinho de força extra para continuar a lutar por tudo aquilo que achamos indispensável, pelas nossas convicções e pelas nossas vontades, porque sim podemos dar-nos ao luxo de ser hedonistas e de não nos contentarmos com uma lâmpadazita de 30W quando podemos perfeitamente ter um Mac 600 a rodopiar, a dar-nos a volta à cabeça e a iluminar-nos o sorriso. e agora vamos lá fazer a tal reuniãozinha para decidir qual a melhor maneira de dominar o mundo!
Sábado, Junho 17, 2006
Quinta-feira, Maio 18, 2006
Segunda-feira, Maio 15, 2006
trilogia da traição (parte I: assumida)
se queres saber o que me deu
foste tu e as nuvens quentes
que me encheram a cabeça
de enjoos e surdinas
numa noite como esta
ouvi chamar e dei o braço
e quis sair daqui depressa
não fosses voltar atrás
nos meus olhos um temor
que mais não era que euforia
só por estar ali inteira
na fronteira da razão
que medo! fugi e ainda bem
e levei comigo as flechas
sentinelas desse amor
que se quis tudo menos luz.
foste tu e as nuvens quentes
que me encheram a cabeça
de enjoos e surdinas
numa noite como esta
ouvi chamar e dei o braço
e quis sair daqui depressa
não fosses voltar atrás
nos meus olhos um temor
que mais não era que euforia
só por estar ali inteira
na fronteira da razão
que medo! fugi e ainda bem
e levei comigo as flechas
sentinelas desse amor
que se quis tudo menos luz.
Sexta-feira, Maio 12, 2006
loop
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
[e palavras]
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
mãos e bocas e línguas e pele
[e palavras]
Quinta-feira, Maio 11, 2006
alive and kicking! - fatias saídas de um esconso emocional
I
acredito em ti porque não acredito em observações tangenciais nem em pessoas lineares. espero-te na sequência da dissolução dessas tantas cortinas invisíveis, quebra-luzes infernais que não me deixam ter-te nem experimentar-te da maneira devida, com a reverência que segue as grandes sensações, os impulsos desmedidos. somos coisas efémeras e frágeis e sozinhas e redomamo-nos uns aos outros sem sequer reparar nas electricidades, nas cadências, nas centelhas que vamos deixando para trás. não me redomes - acende-me, determinada e prodigiosamente como só faz quem sabe.
II
há mil imagens que me domam sem coerência nem questão. e se fechar os olhos e me deixar ir, por um instante só, sorrio e sinto um arrepio e não consigo voltar mais.
III
eu tinha um grande desejo que era tão íncrivel que eu não o partilhava com ninguém porque é assim que nos dizem para fazer quando nos manifestamos fora do normal reprimia essa vontade e isso não era nada bom porque quanto mais tentava ignorá-la mais ela me aparecia em sonhos e em encontros e em postais gratuitos e já era tão complexa e já me conhecia tão bem que me encharcava em suores frios e me afogava em insónias diabólicas que são as coisas que acontecem quando nos deixamos engaiolar desta maneira e era um suplício tal que eu já não via nada nem ouvia ninguém só a vontade-sereia a soprar-me ao ouvido e a provocar-me e a minar-me com uma languidez tal que eu a dada altura deixei de ter forças para me dominar e libertei-me da tirania e do jugo que me sufocava a essência
e fui feliz.
acredito em ti porque não acredito em observações tangenciais nem em pessoas lineares. espero-te na sequência da dissolução dessas tantas cortinas invisíveis, quebra-luzes infernais que não me deixam ter-te nem experimentar-te da maneira devida, com a reverência que segue as grandes sensações, os impulsos desmedidos. somos coisas efémeras e frágeis e sozinhas e redomamo-nos uns aos outros sem sequer reparar nas electricidades, nas cadências, nas centelhas que vamos deixando para trás. não me redomes - acende-me, determinada e prodigiosamente como só faz quem sabe.
II
há mil imagens que me domam sem coerência nem questão. e se fechar os olhos e me deixar ir, por um instante só, sorrio e sinto um arrepio e não consigo voltar mais.
III
eu tinha um grande desejo que era tão íncrivel que eu não o partilhava com ninguém porque é assim que nos dizem para fazer quando nos manifestamos fora do normal reprimia essa vontade e isso não era nada bom porque quanto mais tentava ignorá-la mais ela me aparecia em sonhos e em encontros e em postais gratuitos e já era tão complexa e já me conhecia tão bem que me encharcava em suores frios e me afogava em insónias diabólicas que são as coisas que acontecem quando nos deixamos engaiolar desta maneira e era um suplício tal que eu já não via nada nem ouvia ninguém só a vontade-sereia a soprar-me ao ouvido e a provocar-me e a minar-me com uma languidez tal que eu a dada altura deixei de ter forças para me dominar e libertei-me da tirania e do jugo que me sufocava a essência
e fui feliz.
Quarta-feira, Maio 03, 2006
Terça-feira, Maio 02, 2006
Quarta-feira, Abril 26, 2006
revoluciona-me bebé!
definam-me as emoções em pârametros, em análises psico-sociológicas, em testes de cruzinha e em relatórios finais que eu chamo-vos ursos porque não sabem que perdem tempo e dinheiro e a sanidade mental. falem-me sim de histórias incompletas, de encontros sem espaço nem tempo nem nada, de sorrisos e outras falinhas mansas que não se expliquem nem se redomem, de ansiedades potenciadas ao limite da consciência, de perguntas sem resposta e sem destino e sem parágrafo.
desenhem-se no tecto, deitados ao lado de quem vos faz mais falta.
desenhem-se no tecto, deitados ao lado de quem vos faz mais falta.
Terça-feira, Abril 25, 2006
Terça-feira, Abril 18, 2006
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